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“Ações? O que eu vi, sempre, é que toda ação principia mesmo é por uma palavra pensada. Palavra pegante, dada ou guardada, que vai rompendo rumo“. GUIMARÃES ROSA

Terça-feira, Dezembro 26, 2006


O que é Interdisciplinaridade? - Um breve comentário

O mundo é grande e complexo e, por isso, seu conhecimento é feito pelas partes. Foi a idéia de que a fragmentação facilitava a compreensão do conhecimento científico que orientou a elaboração dos currículos nas disciplinas consideradas indispensáveis à construção do saber escolar. Esta simplificação, entretanto, também complicou a compreensão de fenômenos mais complexos. Daí a dificuldade que temos em entender o que seja interdisciplinaridade.
As relações entre as disciplinas podem se dar em três níveis: multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdiciplinaridade. Na multidisciplinaridade, recorremos a informações de várias matérias para estudar um determinado elemento, sem a preocupação de interligar as disciplinas entre si. Neste caso, cada matéria contribuiu com informações pertinentes ao seu campo de conhecimento, sem que haja uma real integração entre elas. Essa forma de relacionamento entre as disciplinas é a menos eficaz para a transferência de conhecimentos para os alunos, mas é a que, por desconhecimento, na maioria das vezes, os professores põem em prática quando querem fazer um trabalho "interdisciplinar".
Na interdisciplinaridade, estabelecemos uma interação entre duas ou mais disciplinas. O ensino baseado na interdisciplinaridade proporciona uma aprendizagem muito mais estruturada e rica, pois os conceitos estão organizados em torno de unidades mais globais, de estruturas conceituais e metodológicas compartilhadas por várias disciplinas.
Na transdisciplinaridade, a cooperação entre as várias matérias é tanta, que não dá mais para separá-las: acaba surgindo uma nova "macrodisciplina".
Para entendermos a interdisciplinaridade é preciso saber que as disciplinas escolares resultam de recortes e seleções arbitrários, que foram historicamente constituídos e que nada mais são que o resultado de expressões de interesses e de poder que ressaltam ou negam determinados saberes.
Alguns campos de saber são privilegiados em sua representação como disciplinas escolares em detrimento de outros. Ao longo da história, determinados campos do conhecimento escolar são mais valorizados sob o argumento de que se mostram mais úteis para resolver problemas do dia-a-dia. A forma de inserir e abordar as disciplinas em um currículo escolar, atualmente, é em si mesma indicadora de uma opção pedagógica de propiciar ao aluno a construção de um conhecimento fragmentário, quanto à compreensão dos fenômenos naturais, sociais e culturais.
Ao sistematizar o ensino do conhecimento, os currículos escolares ainda se estruturam de forma fragmentada e muitas vezes seus conteúdos são de pouca relevância para os alunos, que não vêem neles um sentido.
É importante deixar claro que, ao adotar a interdisciplinaridade como metodologia no desenvolvimento do currículo escolar, não significa ter que "abandonar" as disciplinas, nem ser necessário que o professor tenha uma vasta "especialização" - o que acarretaria um risco bem grande de superficialidade. Para maior consciência da realidade, para que os fenômenos complexos sejam observados, vistos, entendidos e descritos é necessário a confrontação de diferentes olhares na observação da situação de aprendizagem. Daí a necessidade de um trabalho de equipe, com professores das diferentes áreas envolvidas.
Com o desenvolvimento das ciências e os avanços da tecnologia, no século XX, constatou-se que o sujeito pesquisador (o aluno) interfere no objeto pesquisado, que não há neutralidade no conhecimento e que a consciência da realidade se constrói num processo de interpenetração dos diferentes campos do saber.
Uma articulação possível ao trabalhar com a Interdisciplinaridade é tratar de diversos campos de conhecimento, a partir de determinados conceitos como eixos principais. Uma metodologia importante de trabalho didático é a que se dá através de conceitos, como tempo, espaço, dinâmica das transformações sociais, a consciência da complexidade humana e da ética nas relações, a importância da preservação ambiental, o conhecimento básico das condições para o exercício pleno da cidadania. A articulação do currículo a partir de conceitos-chave, sem dúvida, dá uma organicidade ao planejamento curricular.
É necessário também um planejamento conjunto que possibilite a eleição de um eixo integrador, que pode ser um objeto de conhecimento ou o desenvolvimento de uma compreensão da realidade sob a ótica da globalidade e da complexidade.
Ao ser mantida uma "disciplinarização" a organização da escola se mantém inflexível, o que dificulta uma prática docente mais articulada e significativa para os alunos. As aulas se sucedem de acordo com uma "grade" curricular em tempos sucessivos, tratando de temas dissociados um dos outros.
A contextualização, na questão da Interdisciplinaridade, é outro princípio pedagógico que deve reger a articulação das disciplinas escolares. Tal fato não deve ser entendido como uma proposta de esvaziamento, como uma proposta redutora do processo ensino aprendizagem. Um trabalho contextualizado parte do saber dos alunos para desenvolver competências que venham a ampliar este saber inicial. Um saber que situe os alunos num campo mais amplo de conhecimentos, de modo que possam efetivamente se integrar na sociedade, atuando, interagindo e interferindo sobre ela.


E para todos os colegas que passam por aqui um 2007 M A R A V I L H O S O!!!!!!
Muita paz para vocês.



¤ Por Maria Lucia | 8:07 AM |

Pode falar! Estou prestando atenção.:

Sábado, Dezembro 02, 2006


Conforme prometido, aí vão mais algumas "coisinhas" sobre o Natal. Selecionei desta vez os símbolos do Natal.
Fiz uma pesquisa em vários sites da web e o que quiserem aproveitar.....


PINHEIRO
Quando Jesus nasceu, perto do estábulo onde ele se abrigava, havia três árvores que resolveram também presenteá-lo. A palmeira escolheu a maior e mais bela palma e fez dela um abano para o menino. A oliveira ofereceu o suave e perfumado óleo, para amaciar os pés do menino. E o pinheiro, pensando que nada poderia oferecer, pois suas folhas eram como agulhas e poderiam machucar o menino, percebe que muitas estrelas tinham pousado em seus galhos iluminando-o totalmente. Com isso, o olhar de Jesus não podia resistir à beleza dela e passou, então, a ser um simbolo do nascimento de Jesus.
A tradição da árvore de Natal surgiu na Alemanha, no século 16. As famílias germânicas enfeitavam suas árvores com papel colorido, frutas e doces. Somente no século 19, com a vinda dos imigrantes à América, é que o costume espalhou-se pelo mundo.
Diz-se também que o pinheiro foi escolhido como símbolo do Natal devido à sua forma triangular, representando a Santíssima Trindade.
O pinheiro é a única árvore que não perde as suas folhas, seja qual for a época do ano.


BOLAS
As bolinhas penduradas na árvore, por seu formato e colorido simbolizam o fruto da "árvore da vida".

VELAS
As velas simbolizam a luz das estrelas que guiaram os Reis Magos. Outros dizem que as velas simbolizam a presença de Cristo Ressuscitado: a luz do mundo que veio para nos salvar. No passado europeu, apareciam nas janelas, indicando que os moradores estavam receptivos ao espírito de fraternidade do Natal.

SINOS
Os sinos marcam o tempo e são sinais de anúncio. No Natal, anunciam que a plenitude dos tempos já é realidade, pois o Salvador está entre nós.
Os sinos sempre representaram o instrumento que anunciava as grandes festas populares e, no Natal, eles atingem a sua importância máxima.

PRESÉPIO
Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro a armar um presépio foi São Francisco do Assis, em 1223. As ordens religiosas se incumbiram de divulgar o presépio, a aristocracia investiu em montagens grandiosas e o povo assumiu a tarefa de continuar com o ritual.
A tradição do presépio, na forma como é representado nos dias de hoje, teve início no século XVI. As primeiras imagens apareceram no interior de igrejas, em mosaicos.
No século XVIII a cena do nascimento de Jesus já fazia parte das tradições natalinas em Nápoles e na Península Ibérica.


GUIRLANDA
Sua finalidade é lembrar a caminhada rumo ao Natal que chega. A coroa é feita com ramos verdes de pinheiro ou cipreste, envolvido em fitas vermelhas. Nesses ramos são colocadas quatro velas, podendo ser de cores variadas ou seguir a tradição litúrgica católica da cor roxa. As velas são acesas, gradualmente, a cada semana, nas celebrações dominicais, marcando, assim, o percurso feito pela comunidade até o Natal.
Com o passar dos anos, a coroa deixou de ser somente um símbolo litúrgico e passou a enfeitar as portas das casas, assumindo o formato de guirlandas enfeitadas, lembrando àqueles que chegam à casa que o Natal também está chegando.

PRESENTES E CARTÕES
Simbolizam as ofertas dos três reis magos a Jesus no momento de seu nascimento:ouro, incenso e mirra (tipo de resina vegetal aromatizada que também servia para embalsamar corpos). Alguns autores dizem que os presentes simbolizam o presente que Deus nos deu com o nascimento de Jesus.
É um hábito anterior ao nascimento de Cristo. Os romanos celebravam a Saturnália em 17 de dezembro com troca de presentes. O Ano Novo romano tinha distribuição de mimos para crianças pobres.
Mas que importa não é o valor material mas o carinho e a mensagem contidos no cuidado com que você escolhe o presente.
O hábito de enviar cartões teve início na metade do século 19, quando um inglês chamado sir Henry Cole concluiu que escrever cartas aos amigos demorava demais. Ele pediu, então, a um amigo que desenhasse um cartão, que foi feito representando uma família que bebe à saúde de um amigo ausente. Depois, a idéia virou moda.


MISSA DO GALO
Uma das versões que encontramos diz que São Francisco de Assis (1181-1226) deu início à tradição. Ele só permitia que a população visitasse seu presépio vivo à meia-noite do dia 24 de dezembro, hora que representa o nascimento de Jesus. Logo após, rezava uma missa. Como é comum os galos cantarem nas primeiras horas da madrugada, o povo teria dado o nome de "missa do galo" à celebração de São Francisco. Outra versão conta que, no século 4, era comum os cristãos de Jerusalém peregrinarem em direção a Belém para participar da Missa de Natal, que ocorria ao primeiro canto do galo.


MEIAS NA CHAMINÉ
Conta a lenda, que três moças não podiam casar, porque na época era indispensável um dote, e elas não dispunham de um, para tal, São Nicolau, (o santo que inspirou o personagem de Papai Noel), comovido com a situação, resolve jogar três sacos de moedas pela chaminé da casa das moças. Os sacos caíram dentro das meias das moças, que estavam secando na lareira.


O PERU
O peru passou a integrar a ceia de Natal por iniciativa dos espanhóis durante o século XVI, que o adotaram em substituição a aves mais caras como o faisão ou o cisne. O hábito teria se difundido por toda a Europa e, mais tarde, alcançado também as Américas.
Com relação às comidas na mesa no Natal, seu simbolismo vem das sociedades antigas que passavam fome e encontravam na carne, o mais importante prato, uma forma de reverenciar a Deus.


AS CORES DO NATAL
Esta tradição remonta aos festivais do solstício. O verde é a cor das verduras e tem uma grande importância na decoração. O vermelho é atribuído ao azevinho, um arbusto que cresce ao longo do inverno, cobrindo-se de bagas vermelhas. Diz-se que o nascer das bagas simboliza Cristo. O vermelho é também uma das chamadas cores quentes, provocando sensação de aquecimento e alusão
aos mais nobres sentimentos do coração.


E para finalizar. As crianças adoram descobrir palavras bem significativas para eles em outras línguas, aí vai.....

COMO É CHAMADO O PAPAI NOEL EM VÁRIOS PAÍSES:
Alemanha: Kiss Kringle (criança do Cristo)
Canadá: Santa Claus
Dinamarca: Juliman
Espanha: Papa Noel
Estados Unidos: Santa Claus
Finlândia: Joulupukki
França: Pére Noel
Holanda: Kerstman
Inglaterra: Father Christmas
Itália: Belfana ou Papa Natal
Japão: Jizo
Rússia: Baboushka
Suécia: Jultomten

¤ Por Maria Lucia | 9:36 AM |

Pode falar! Estou prestando atenção.: